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O cigano

Dona Marta estendia os lençóis no varal enquanto observava o marido inerte na cadeira de rodas ao lado da porta dos fundos. O médico havia dito que um pouco do sol da manhã não lhe faria mal.

Fazia dois anos que praticava aquela rotina de viúva de marido vivo. Após a isquemia cerebral que o deixara paralítico e cego, o marido se transformara num vegetal.

Era assim que o via, não sem dor no coração. Até que fora um homem bom e cumpridor de suas obrigações, mas agora olhando-o era apenas um fardo pesado.

Sentia saudades da vida que tinham há dois anos, muitas saudades, principalmente... Barulhos no terreno ao lado e ela observou por entre as folhas do capim alto, mastros sendo erguidos, lonas sendo estendidas, sons de vozes estranhas e de machados batendo no tronco de árvores. Uma voz masculina mais ríspida, um sotaque desconhecido.

- Ciganos - pensou. Era só o que lhe faltava. Não havia muros separando os terrenos, apenas a mambembe cerca de arames farpados. Com certeza lhe roubariam os poucos lençóis que possuía e algumas de suas galinhas… Teria de redobrar seus cuidados.

No dia seguinte não colocou o marido para tomar sol. Mesmo porque amanhecera nublado, com jeito de chuva. Pegou a vasilha com o milho e foi alimentar os frangos no galinheiro próximo à cerca de arame.

Contou uma por uma: treze, mais oito galinhas, não faltava nenhuma. O barulho no terreno ao lado havia desaparecido. Eram sete horas, deveriam estar dormindo ainda…

- Quem não faz nada, não precisa acordar cedo!, pensou com certo rancor. Havia servido o café ao marido e se esquecera de ir ao banheiro.

Uma forte vontade de urinar apossou se dela e rapidamente ergueu as saias, desceu as calcinhas pretas e acocorou-se com as pernas abertas. O jato de urina esguichou forte na terra e formou uma poça entre suas pernas.

Ficou ainda agachada por um tempo para deixar sair as últimas gotas e com a barra da saia enxugou os lábios da buceta. Uma, duas vezes, o tecido áspero roçou o clitóris inchado e quase sem querer os dedos separaram os lábios grandes e ela sentiu o arrepio… há quanto tempo… dois anos… nem a língua ele podia usar… aquele… uma vez só tentou e quase o sufocou…

Rapidamente os dedos, os quatro, abriram a buceta e ela se admirou de quanto era grande e larga sua entrada… apesar de nunca ter-lhe dado filhos, o marido soubera usar plenamente seus domínios… soubera… pudera… não podia mais… nada mais nele se movia ou se erguia como antigamente… Projetou a bunda pra frente para que a buceta ficasse mais exposta e os dedos pudessem trabalhar mais firmemente.

E ao erguer inadvertidamente os olhos, deparou com o homem barbudo em pé, meio escondido pelo capim, as calças abertas, a mão segurando a sua pica dura num lento e longo movimento de vem e vai.

Um cigano! Um deles! Tentou desviar os olhos, mas era como se estivesse hipnotizada pelo caralho sendo exibido. Talvez por força do longo tempo de abstinência, o homem pareceu-lhe uma monstruosidade no formato e no tamanho.

Após um breve espaço de tempo, saiu do choque e desesperada, levantou-se, mesmo sem erguer as calcinhas correu em direção aos fundos da casa. Estava vermelha como um pimentão, arfante e trôpega chegou aos pés do marido, na cadeira de rodas.

Ajoelhou-se diante ele e fazendo de seus joelhos um anteparo, chorou. Chorou por longo tempo, as lágrimas umedecendo o tecido da calça. Mas ele permaneceu imóvel, impassível, como uma estátua de gesso, os olhos mortos perdidos num vazio eterno.

Soluçou alto, sem se preocupar com vizinhos ou ciganos. Naquele instante, chorou tudo o que tinha para ser chorado. Amaldiçoou o destino, amaldiçoou Deus e tudo o mais que pôde se lembrar.

Na manhã seguinte não levantou o marido da cama. Penteou os longos cabelos negros que aqui e ali começavam a mostrar tufos brancos. Passou o batom, mais do que seria normal, perfumou em abundância os seios largos e ainda belos. Mas não lavou a buceta.

Abriu o pote de creme com o qual costumava massagear as costas dele. Besuntou a buceta larga por dentro e por fora. Besuntou os lábios da buceta até que ficassem inchados e brilhantes. Não vestiu as calcinhas. Usou uma camisola da qual ele amava tanto vê-la se despindo.

E dirigiu-se ao fundo do quintal, ao lado do galinheiro, perto da cerca de arame farpado. E exatamente no local onde havia mijado no dia anterior, agachou-se, pernas bem abertas, ofereceu a visão da sua buceta bem aberta.

Viu a moita de capim se mover lentamente e o vulto silencioso se aproximar da cerca. Era magro mas forte, feio porém másculo, barbudo além da conta e exibia uma pica que jamais em seus sonhos havia suspeitado.

Quando deu por si estava sendo forçada contra a parede de madeira do galinheiro. Uma de suas pernas ele a havia erguido tanto que lhe contraia o ventre, a bucetona bem aberta e seus dedos rudes se afundavam na carne macia de creme.

Ela deixou que seus fluidos vazassem longamente lambuzando a mão toda, enquanto segurava firme a pica dura dele e verificava que, diferente do marido não podia dar a volta em sua circunferência.

Sentiu o cheiro forte do cigarro de palha escondido atrás da orelha dele e a barba riscando suas tetas, os lábios buscando os bicos vermelhos e enrijecidos.

Ela mesma esfregou a cabeça da pica entre os lábios da buceta para que ficassem impregnados de seus líquidos e escorregasse mais facilmente por entre as dobras até invadir lentamente suas entranhas. Arfou, procurou a boca para beija-la mas ele riu e ela percebeu que de certa forma ele zombava dela.

Depois ergueu sua outra perna e ela ficou à mercê dele, os pés sobre seus ombros, os quadris, a buceta e o cu, tudo à disposição dele, para que a fodesse como bem desejasse.

Sentiu a grossura do caralho visitando os lugares que há dois anos não sentiam o calor de uma macho. Seus braços soltaram-se dele e ela desfaleceu de gozo, o sumo escorrendo por suas bolas, por suas pernas magras e peludas.

Ele desatolou o caralho e um esguicho atingiu seus pelos. Os pentelhos negros saturados de porra, viu a cabeça marrom reluzente de esperma surgir e afundar-se novamente para começar tudo de novo.

Durante dez minutos ela foi fodida e, por fim, abandonada sem uma palavra, as calças sendo ajustadas pelo cinturão de couro, os pés se afastando em direção à cerca. O cheiro de fumo de corda se esmaecendo no ar da manhã.

No dia seguinte, ao contar as galinhas, sorriu ao verificar que lhe faltavam três. E, calmamente, beijou a testa do marido enquanto empurrava a cadeira de rodas para a sombra da mangueira.
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